sábado, maio 31, 2008

EU NÃO ESTAVA LÁ

Tudo aquilo
Eram traços expressivos
Em esboço de bailado...
Eram gestos inocentes
Eram versos coloridos
Sem medida...
Onde a palavra segredo
Era apenas o momento
De ser lida.
Sim... Tudo aquilo
Que eu próprio desejava,
Estava ali em festival
Desde a brisa da manhã...
Apenas eu não estava lá.

( Ruy de Portocarrero - hora interrompida )

3 comentários:

Rui Caetano disse...

Bonito. Bom fim de semana!

Rocha de Sousa disse...

Eu sou suspeito perante estas imagens de ramos sinuosos, abrindo-se em teia e contra-lus, a preto e branco. Geram muitas conexões ou analogias, sobretudo, assim, na aparência do sistema arterial pul- sante, névoa de capilares em redor,
a luz descendo sobre nós. Bela escolha dos versos, ramos da escri-
ta, memória da paisagem
Parabéns
Rocha de Sousa

Miguel Baganha disse...

Tionosso, faz aqui uma belíssima analogia das muitas que ele próprio diz existirem nestas duas imagens. Percebo a sua razão ao intitular-se de suspeito, porque eu próprio também me sinto pouco à vontade para comentar imagens com que me identifico tal como acontece com estas. Geralmente é a imparcialidade que legitima as opiniões, ou as torna mais credíveis. De qualquer modo, Dani-amor-de-minhas-vidas, sei que acreditas na veracidade das nossas palavras, quer isso seja favorável ou não.

Daniela,
desde o inicio do teu blog, que vens demonstrando uma versatilidade enorme na escolha dos motivos retratados bem como no modo do seu tratamento. É de salientar que o teu processo evolutivo tem sido rápido mas gerido com maturidade, um processo arrojado mas preventivo, cuidadoso, porque eu sei o quanto tens refreado o teu ímpeto criativo muito próprio dos artistas que pretendem algo mais ou algo diferente - A INOVAÇÃO/ORIGINALIDADE.

Nesta fase nova que exibes, o verbo e a imagem caminham lado a lado, em perfeita complementaridade-um harmonioso racord, que é feito com um sentimento expresso de fluidez e beleza pela fase inspirada e confiante em que te encontras.

Os ramos de escrita, rompidos pela luz, qual embrião rasgando o ventre materno dando inicio a uma nova vida, ou um findar de noite anunciando uma matina.
Um abismo do tempo - a luz - o princípio de tudo - a explosão de todos os sentidos.
INFORMES
INSCIENTES
INTACTOS

She,
Quantos desejos numa madrugada perdida foram lançados ao céu com a avidez própria de quem tem fome de um amor autêntico, ou esperança de encontrar o seu semelhante...
Quantos beijos encandescidos de uma paixão ainda por vir se deram ao Sol, em troca daquilo que já se gerava em nós.

E por fim, hei-lo!...
Caminhando vivo
Em mim, em ti.
Brotando vida,
Irradiando luz
E vertendo seiva...
Uma seiva doce e fecunda,
Cristalizando este amor
Que nos uniu.
Por fim,
Hei-lo gritando
Gemendo prazer e trazendo luz por entre os ramos negros, sangrentos, duma outra árvore seca, há muito morta no passado.

E assim ele veio,
Para ficar, para durar...
Assim ele existe,
Fatalmente ou por acaso...
Assim ele veio,
E doravante te agradece
Por tudo que fizeste
Lá, Aqui e ali,
Minha querida Danishe.


Amo-te maningue, Dani...ela.
Tenho orgulho em ti e sinto que estás no trilho certo, meu anjo - não há desvios - vai em frente, rumo ao sucesso.

Um peixinho....dos nossos e até já,

teuMiguelbabãopor...She